(…) Guerra é paz, Liberdade é escravidão, Ignorância é força.
(…) Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, e não se tornarão conscientes enquanto não se rebelarem.
(…) O trabalho físico pesado, o trato da casa e dos filhos, as briguinhas com a vizinhança, o cinema, o futebol, a cerveja e, acima de tudo, o jogo, enchiam-lhe os horizontes. Mantê-los sob controle não era difícil.
(…) Não era desejável que os proles tivessem sentimentos políticos definidos. Tudo que lhes exigia era uma espécie de patriotismo primitivo ao qual se podia apelar sempre que fosse necessário levá-los a aceitar ações menores ou maior expediente de trabalho. E mesmo quando ficavam descontentes, como às vezes acontecia, o descontentamento não os conduzia a parte alguma porque, não tendo idéias gerais, só podiam focalizar a animosidade em ridículas reivindicações específicas. Os males maiores geralmente lhes fugiam à observação.
Parece estar descrita acima uma situação comum a quem quer vê-la como ela é. Trata-se de um trecho de 1984, obra de George Orwell escrita em 1948.
Parece-me que nada muda nunca e o futuro continua a repetir o passado.



